Sinhá Moça (2006)

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Sinhá Moça
 
Informação geral
Formato Telenovela
Classificação etária Permitido para todas as idades DJCTQ (Brasil)
Duração 45 min.
Criador Benedito Ruy Barbosa
adaptação de Edmara e Edilene Barbosa
País de origem Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Ricardo Waddington
Rogério Gomes
Elenco original Débora Falabella
Danton Mello
Osmar Prado
Patrícia Pillar
Eriberto Leão
Vanessa Giácomo
Bruno Gagliasso
Ísis Valverde
Lu Grimaldi
Reginaldo Faria
Carlos Vereza
Oscar Magrini
Humberto Martins
Zezé Motta
e grande elenco.
Tema de abertura Sinhá Moça, Leonardo
Emissora(s) de
televisão lusófona(s)
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Transmissão original 13 de março de 2006- 13 de outubro de 2006
N.º de episódios 185
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Sinhá Moça foi uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo. Baseada no livro homônimo de Maria Dezonne Pacheco Fernandes e nos textos originais de Benedito Ruy Barbosa, foi readaptada para a televisão por Edmara Barbosa e Edilene Barbosa. Estreou em 13 de março de 2006, substituindo Alma Gêmea de Walcyr Carrasco no horário das 18 horas, sendo exibida até o dia 13 de outubro de 2006. Teve 185 capítulos.

Contou como Débora Falabella, Danton Mello, Eriberto Leão, Vanessa Giácomo, Bruno Gagliasso e Patrícia Pillar e Osmar Prado nos papeis principais.

A novela está sendo reprisada desde 15 de março de 2010 (num compacto de 135 capítulos), substituindo Alma Gêmea na sessão Vale a Pena Ver de Novo.

Enredo

Monarquistas e republicanos se defrontam em Araruna, pequena cidade do interior paulista, em 1887, um ano antes da promulgação da Lei Áurea. A novela retrata a história de amor da bela e rica Sinhá Moça - filha do escravocrata Coronel Ferreira, o Barão de Araruna, e da doce e submissa Cândida - , com o jovem advogado abolicionista Dr. Rodolfo Fontes - filho de Dr. Fontes, e da dona de casa Inez. Juntos, eles enfrentam as dificuldades na campanha para a abolição dos escravos.

A novela começa em 1878, com Sinhá Moça aos 10 anos de idade. Ela está junto de Rafael, um escravo mestiço de olhos verdes e seu grande amigo de infância. Eles testemunham a morte de um escravo idoso, chamado Pai José, bisavô de Rafael e avô de sua mãe Maria das Dores. Pai José é chicoteado no tronco pelo feitor Bruno, a mando do Barão de Araruna. Mesmo criança, Sinhá Moça já enfrenta o pai e, com a ajuda de Rafael, com 12 anos, desamarram Pai José, que morre nos braços das duas crianças. Antes, o velho negro revela a Rafael que ele é filho do Coronel Ferreira (o futuro Barão de Araruna). Essa revelação deixa o garoto abalado, pois ele já gosta de Sinhá Moça como homem. Por sorte, a menina não ouve essa conversa, sequer desconfia que ele é seu meio-irmão.

Rafael vai falar com a mãe, a escrava Maria das Dores, que pede que o filho guarde segredo; nem o Barão tem conhecimento de sua paternidade. O Barão de Araruna - à época ainda conhecido por Coronel Ferreira - acredita que Rafael é filho de seu primo-irmão Aristides, amante de Maria das Dores. A mucama se deitara com o Barão uma única vez e à força. Mesmo grávida, continuara a se deitar com Aristides, mas logo revelou a ele o que havia acontecido. Aristides, ciente de tudo, quis comprar Maria das Dores, mas seu primo-irmão, o Coronel Ferreira, não deixou que a negra fosse vendida. Durante alguns anos, Das Dores e Rafael continuam apanhando e sofrendo nas mãos dos feitores. Rafael, então, jura vingança contra o Barão. Anos depois, porém, Maria das Dores e seu filho são vendidos a um homem bom, que os leva para a capital paulista. Tempos depois, com a morte de Aristides, Maria das Dores irá herdar uma casa e um bom dinheiro, suficiente para comprar sua liberdade e a de seu filho Rafael.

Sinhá Moça chora muito com a despedida de Rafael e vai se consolar com Bá, uma escrava que a amamentou bebê, e que teve seu filho roubado pelo coronel assim que a criança nasceu, por pura maldade dele. Bá transferiu seu amor pelo filho roubado a ela, e a trata muito bem, e não guarda ódio do Coronel e o perdoou, e espera um dia reencontrar seu filho.

Nove anos se passam e chega o ano de 1887. Sinhá Moça é, agora, uma bela e culta donzela, que estuda no ensino secundário, a fim de se formar no curso normal, para dar aulas ao primário de Araruna. Ela mora num pensionato com as amigas há 4 anos, contra a vontade do pai, que achava que ela devia se casar cedo e ter muitos filhos homens para administrarem a fazenda. Sua mãe, porém, conseguiu se impor, acreditando na importância do estudo para a vida de uma mulher.

Assim que seus estudos terminam, Sinhá Moça volta a Araruna. Na viagem de trem, ela conhece Rodolfo, um rapaz interessante mas que também a aborrece, principalmente quando conversam sobre Abolicionismo. Rodolfo disfarça suas ideias avançadas, por acreditar que a moça, filha de Barão, certamente deve ser monarquista e escravocrata. Grande engano. Sinhá Moça também é abolicionista e critica as atitudes do pai, o Barão de Araruna.

Mesmo mentindo, Rodolfo consegue causar uma grande impressão em Sinhá Moça. Com o tempo, ela irá se apaixonar por ele e viverão um grande amor, sempre escondido do pai dela. Principalmente quando o Barão descobre que Rodolfo é abolicionista, e mentiu o tempo todo apenas para se aproximar de sua filha.

Sinhá Moça e Rodolfo, junto de outros defensores da liberdade, invadem senzalas à noite e libertam os negros, entregando-os às associações abolicionistas, que os orientam rumo à nova vida. Isso causa comentários na cidade de Araruna, perante os austeros fazendeiros, liderados pelo cruel Barão.

Do outro lado da história está Dimas (que na verdade é o menino Rafael, ex-escravo alforriado), que volta a Araruna, muito poderoso, querendo vingança, com sua obstinada luta para destruir o Barão.

Antes de ser vendido pelo Barão, Dimas/Rafael foi o grande companheiro de infância de Sinhá Moça. Depois de alforriado, assumiu o nome de Dimas, e se tornou o braço direito de Augusto, um jornalista íntegro e abolicionista convicto. Apaixonada por Dimas está Juliana, neta do jornalista. Juliana e ele viverão um grande amor, e ambos, juntos com Sinhá Moça e Rodolfo, moverão céus e terras para destruir o Barão e prender todos os donos de escravos. Fundam uma sociedade abolicionista, e ajudam escravos fugitivos.

Elenco

em ordem da abertura da novela
Ator↓ Personagem↓
Débora Falabella Sinhá Moça (Maria das Graças Ferreira Fontes)
Osmar Prado Coronel José Ferreira (Barão de Araruna)
Patrícia Pillar Cândida Ferreira (Baronesa de Araruna)
Danton Mello Rodolfo Garcia Fontes
Vanessa Giácomo Juliana
Humberto Martins Feitor Bruno
Bruno Gagliasso Ricardo Garcia Fontes
Caio Blat Mário
Eriberto Leão Dimas (Rafael)
Oscar Magrini Manoel Teixeira
Alexandre Moreno Justino
Maurício Gonçalves Capitão-do-Mato (Justo Filho)
Alexandre Rodrigues Bentinho
Sérgio Menezes Fulgêncio
Zezé Motta Bá (Virgínia)
Othon Bastos Coutinho
Elias Gleiser Frei José
John Herbert Viriato
Edwin Luisi Antônio Pereira Martinho
Ísis Valverde Ana do Véu (Ana Luísa Maria Teixeira)
Lu Grimaldi Inez Garcia Fontes
Jackson Antunes Delegado Antero
Gésio Amadeu Justo
Gisele Fróes Nina Teixeira
Cláudio Galvan Bobó
Celso Frateschi Inácio
Cris Vianna Maria das Dores
Osvaldo Baraúna Honório
Edyr Duque Ruth
Fernando Petelinkar Tibúrcio
Rogério Falabella Nogueira
Lucy Ramos Adelaide de Jesus Coutinho
Eduardo Pires José Coutinho
Bruno Costa Renato
Paulo de Almeida Soldado Antão
Bruno Udovic Vila
Fabrício Boliveira Bastião (Sebastião)
Joaquim de Castro Pedro
Alexandre Akerman Soldado Pedro
Harley Vas Soldado Alcebíades
Créo Kellab Tonho
Guilherme Berenguer Eduardo Tavares
Rosa Marya Colin Balbina
As crianças
Ator↓ Personagem↓
Larissa Biondo Sinhá Moça (criança)
Lucas Rocha Rafael (criança)
Ator convidado
Ator↓ Personagem↓
Milton Gonçalves Pai José
Participação especial
Ator↓ Personagem↓
Chico Anysio Everaldo Mathias
Reginaldo Faria Dr. Geraldo Fontes
José Augusto Branco Dr. João Amorim
Ruth de Souza Mãe Maria
Clementino Kelé Pai Tobias
Carlos Vereza como Augusto↓
Elenco de apoio

Trilha sonora

Capa: Débora Falabella

  1. Sinhá Moça - Leonardo
  2. Amor Eterno - Gian & Giovani
  3. É Amor, É Paixão - Chitãozinho & Xororó
  4. Negro Rei - Cidade Negra
  5. Quando a Gente Ama - Oswaldo Montenegro
  6. Mistérios da Vida - Arleno Farias
  7. Custe o Que Custar - Fagner
  8. Você e Eu - Fernanda Porto
  9. Minha Namorada - Maria Bethânia
  10. Na Ribeira Deste Rio - Dori Caymmi
  11. Manhãs Bonitas - Guarabyra
  12. Ser Um Só - Chico César
  13. Esse Negro Não Se Enxerga - Batacotó
  14. Camará - Wálter Queiróz

Bastidores

Audiência

A estreia de Sinhá Moça marcou média de 35 pontos e share de 56%[1]

Teve uma média geral de 33 pontos,[2] e seu último capítulo marcou média de 35 pontos, com pico de 39 pontos e 56% de participação.[3]

Reprise

A novela está sendo reprisada na sessão Vale a Pena Ver de Novo desde o dia 15 de março de 2010, substituindo Alma Gêmea, de Walcyr Carrasco. Sua estreia marcou uma média de 16 pontos com picos de 18, inferior à da estreia de sua antecessora, que ocorreu no dia 24 de agosto de 2009, e obteve uma média de 18 pontos.[4]

Transmissões em outros países