Juiz decidirá amanhã gestão permanente da herança de Michael Jackson

Los Angeles (EUA), 2 ago (EFE).- A gestão da herança de Michael Jackson e a guarda permanente dos filhos do "rei do pop" serão submetidos amanhã ao veredicto do Tribunal Superior do condado de Los Angeles, em uma esperada audiência oral.

 

Retrato 30x26 de Michael Jackson, feito por Andy Warhol em 1984, irá a leilão em Nova York

Tudo indica que o juiz Mitchell Beckloff autorizará o acordo alcançado esta semana entre a mãe de Michael e a ex-mulher do cantor Debbie Rowe sobre a guarda de Prince Michael, de 12 anos, e Paris Michael, de 11 anos, que ficarão sob os cuidados da avó, como o artista expressou em seu último testamento.

Katherine Jackson será, assim, a responsável legal destas duas crianças, filhos biológicos de Rowe, assim como de Prince Michael II, de 7 anos, cuja mãe não foi identificada.

Segundo vazou à imprensa, Rowe manterá os direitos de visita sobre os dois filhos, mas não receberá indenização e se comprometeu a não voltar a solicitar a custódia.

Beckloff tinha adiado várias vezes a audiência oral sobre a tutela legal dos três filhos de Michael, fixada inicialmente para 13 de julho, a fim de dar tempo à família do artista e a Rowe para que chegassem a um acordo extrajudicial.

O magistrado, no entanto, terá que se pronunciar sobre um assunto mais delicado, a administração permanente dos ativos legados por Michael a seus herdeiros, dividido em 40% para a mãe, 40% para seus três filhos e o resto destinado a organizações beneficentes.

  • Em seu testamento de 2002, o mais recente dos conhecidos, Michael nomeou três gerentes de seus bens, a fim de que fizessem seu patrimônio crescer após sua morte, em 25 de junho. Um deles renunciou pouco depois a essa responsabilidade, que ficou exclusivamente nas mãos do advogado John Branca e do executivo John McClain.

    Em virtude do expressado pelo "rei do pop", o juiz concedeu a Branca e a McClain o controle provisório dos bens de Michael em 6 de julho, e fixou 3 de agosto como data para rever esta decisão e designar os administradores definitivos.

    Desde então, os advogados de Katherine Jackson começaram a trabalhar para solicitar que a mãe do cantor fosse incluída como co-gestora da herança, e acusaram Branca e a McClain de esconder o estado das operações iniciadas pelo artista, especialmente o contrato de 50 shows previstos em Londres.

    Os executivos afirmaram que estão defendendo os interesses do "rei do pop" e se recusaram a informar a Katherine sobre o acordo de Michael com a empresa AEG, promotora dos shows, sem a assinatura de um compromisso de confidencialidade para evitar vazamentos, algo a que a mãe do cantor se negou.