A HISTÓRIA DA GRÉCIA

 

Na Antiguidade Clássica, todas as guerras entre as várias cidades gregas eram suspensas aquando da realização de jogos com a participação dos melhores atletas da altura. Os jogos realizados na cidade de Olímpia eram uns dos mais importantes daquela época, tendo continuado a realizarem-se mesmo durante o domínio romano da Grécia, até que, no ano 393, um decreto do Imperador Teodósio lhes pôs fim.
No século XIX, surgiram diversas tentativas para fazer reaparecer estes jogos, designando-os "Olímpicos" em homenagem aos realizados nesta cidade. Assim, em 1838, a municipalidade de Letrini, perto da antiga Olímpia, decidiu reviver os Jogos Olímpicos, que teriam lugar, de 4 em 4 anos, na cidade de Pyrgos. Pensa-se, no entanto, que o evento nunca chegou a acontecer. Maior sucesso teve o endinheirado grego Evangelos Zappas, ao instituir os Jogos Olímpicos Zappianos, dos quais ainda se realizaram edições nos anos de 1859, 1870, 1875 e 1889. Coube, no entanto, ao francês Charles Louis de Feddy, mais conhecido como barão de Coubertin, a tentativa melhor sucedida. influenciado pelas escavações realizadas em 1852, nas ruínas de Olímpia, convocou um congresso desportivo-cultural e apresentou uma proposta para o retorno dos Jogos Olímpicos. Os delegados de 12 países, reunidos na Sourbonne, ficaram entusiasmadíssimos com o projecto, tendo marcado a primeira Olimpíada da era moderna para dali a dois anos, em Atenas.

Principais pontos turístico: Ruínas do Estádio, da Fonte, da Palestra e do Santuário de Zeus. Não deixe de visitar, também, o Museu Arqueológico de Olímpia. Actualmente encontra-se encerrado para reestruturação, estando prevista a sua reabertura ao público por altura dos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas. Este museu contém uma preciosa colecção de artefactos do Santuário Olímpico de Zeus.
 

 

PORQUE A GRÉCIA

O sábio professor de oftalmologia Jorge Cavalheiro Willmersdorf sempre perguntava a seus alunos "Qual é a especialidade mais difícil ?". A grande maioria respondia "Neurologia", e ele então replicava : "Não, no cérebro, cada neurônio faz sinapse sempre com um outro mesmo neurônio. Difícil é turismo, pois do lugar em que se está pode-se ir para qualquer outro lugar do mundo; portanto, turismo é muito mais complicado que neurologia". 

Ele tinha razão! 

Turismo significa optar, dentro de um determinado orçamento, o que fazer nos dias de férias. Cada um tem a maneira que gosta mais para aproveitar tão poucos dias. Tem os que escolhem lugares aonde podem ir a vários teatros e shows, os que vão às compras, os que gostam de museus, antiguidades e história, aqueles que querem simplesmente sentar-se à beira-mar e tomar uma cerveja, os que gostam de experimentar diferentes culinárias, os esportistas que gostam de esquiar, mergulhar, etc... Não há um país no mundo aonde todos esses acontecimentos co-existam com a mesma qualidade.

Você pode ir a Londres para freqüentar os melhores teatros, mas não terá as praias; ir a Nova Iorque para as compras e shows, mas não terá a tranqüilidade; viajar para uma praia deserta e não ter noitadas. E assim por diante... 

A Grécia é um dos poucos países onde pode-se unir um pouco de cada um desses ingredientes. Tem história, monumentos, praias desertas e estruturadas, montanhas, muitas atividades esportivas, bons restaurantes e uma vida noturna intensa. 

Alguns museus, como o Arqueológico de Atenas, possuem obras fenomenais; as antiguidades com as quais nos deparamos, a cada esquina, em todos os locais são fascinantes; as cidades medievais, como Monemvasia e Rodes, nos introduzem na história do mundo; os diversos castelos e mosteiros seculares, como em Monte Athos e Patmos nos fazem admirar e refletir; a sensação de pisar em Olympia nos transporta aos primeiros Jogos Olímpicos.

Todo esse patrimônio confere à Grécia uma conotação histórica incomparável. 

Some-se ao lado histórico uma vida noturna agitadíssima em Atenas, Thessaloniki e em algumas ilhas como Mykonos e Ios; aos cassinos de Corfu ou Rodes; aos espetáculos fantásticos, como os do Festival Ateniense no Teatro Herodion, junto à Acrópole, em Atenas, e no antigo teatro de Epidauros, no Peloponeso, com apresentações ao ar livre de orquestras e balés de renome internacional, além dos inúmeros shows com cantores populares gregos que acontecem diariamente em grandes casas noturnas (que também funcionam a céu aberto no verão), tanto na região da praia em Atenas como em Thessaloniki. 


Teatro Herodion, em Atenas

Acrescente, ainda, a possibilidade de visitar um dos lugares mais românticos do mundo: Santorini; ou conviver com a natureza, seja nas infindáveis praias espalhadas pelas diversas ilhas, tendo como musa para os olhos a imensidão do mar, de um azul profundo e único, seja nas montanhas do continente com lindas paisagens de cachoeiras, lagos e flores em pequenos vilarejos típicos, muitos transformados em estações de esqui no inverno. Em qualquer lugar poderá praticar seu esporte favorito, mergulhando em águas marinhas cristalinas ou, no inverno, aproveitando as delícias da região montanhosa e esquiando.  

Na Grécia existe uma enorme quantidade de diferentes tipos de flores que brotam por todos os cantos e exalam um perfume que se sente a distância (aliás, tudo na Grécia parece cheirar muito mais que em outras partes do mundo, desde as flores até os alimentos). No continente ou nas ilhas o pôr-do-sol, assim como a lua cheia, são espetáculos de rara beleza. É fácil imaginar que os astros estão mais próximos da Grécia do que de qualquer outro lugar do planeta, tal a grandeza que assumem. 

Associe a este ambiente a contagiante música grega, com sua infinita variedade de ritmos, as diversas danças com trajes típicos maravilhosos e a alegria de um povo que sabe ser o turismo sua maior fonte de renda e, portanto, oferece um tratamento exemplar, além de sua simpatia natural peculiar. 

A culinária, hoje em dia, não só é considerada uma arte mas também um dos motivos de viagem para seus aficionados. Portanto, desfrute da deliciosa cozinha grega, especialmente a carne de carneiro, peixes e frutos do mar, das bebidas típicas muito saborosas e os, cada vez melhores, vinhos gregos.

Uma viagem à Grécia significa apurar os seus órgãos dos sentidos : seus olhos registrarão  paisagens das mais fascinantes do mundo, seu olfato jamais esquecerá os deliciosos cheiros que as flores e os alimentos exalam a cada esquina, seu paladar se aguçará com a saudável culinária mediterrânea, seus ouvidos gravarão o som do bouzuki (pronuncia-se buzuki) e das deliciosas melodias gregas e seu tato trará, no retorno ao seu país, todo o carinho que o povo grego pode lhe oferecer. 

Não foram poucos os turistas, de diversas partes do mundo, que encontrei em minhas andanças, que anualmente se alojam em alguma ilha grega e por lá ficam durante todo o verão. Ano a ano retornam ao mesmo local. Falam um pouco de grego, apreciam a gastronomia, dançam com desenvoltura a música grega e não passam mais férias em outros locais.

Seja qual for o tipo de turismo que você goste de fazer em suas férias, a Grécia tem sempre muito a oferecer. E o que é melhor, com um custo / benefício muito bom, visto que ainda é um dos países mais baratos da Europa. Portanto, acorde sem horário estipulado, delicie-se com um café da manhã completo; relaxe seu corpo ao sol e seus olhos no azul profundo do Egeu ou visite um dos tantos lugares históricos e/ou sagrados ; no final da tarde, saboreie mezédes com ouzo assistindo ao sol se pôr no horizonte à sua frente, num espetáculo de cores no céu e no mar. E depois saia para aproveitar a animada vida noturna. 

Tudo bem vagarosamente, como requerem os dias de descanso. Por isso considero a Grécia como um destino completo, como o lugar ideal das verdadeiras férias!

PLANEJANDO O ROTEIRO

Múltiplas são as opções de roteiro na Grécia, o tempo parece sempre escasso e a escolha de quais lugares visitar, muito difícil. A primeira viagem servirá tão somente para atiçar o seu apetite de retornar mas, será insuficiente para se deliciar com tantas belezas deste país. Cada região do continente, assim como cada grupo de ilhas, tem contrastes geográficos e arquitetônicos. Mesmo dentro de um grupo de ilhas, cada uma tem suas peculiaridades e identidade própria, o que as torna incomparáveis entre si. 

Se forem poucos os dias de viagem, procure traçar um roteiro que evite longos percursos para não perder muito tempo em barcos ou aeroportos. Escolha um único grupo de ilhas ou uma parte do continente e deixe as outras regiões para uma viagem seguinte.  

São inúmeras as ofertas de cruzeiros pelas ilhas, incluindo viagens de um dia por 3 ilhas (Ydra, Poros e Égina), de 3 dias pelas Cíclades ou de 5 a 7 dias pelas Cíclades, Dodecaneso e retornando à Atenas. Existem ainda alguns cruzeiros que incluem Veneza, Turquia e/ou Israel. 

Pessoalmente não recomendamos os cruzeiros. São muitas ilhas visitadas em pouco tempo, ficando apenas uma idéia dos encantos de cada lugar, não permitindo aproveitar tudo que elas têm a oferecer. Enquanto se perde muito tempo navegando, a agradável vida das ilhas gregas está lá fora. Um exemplo típico são os cruzeiros que ficam apenas 3 horas em Mykonos , entre 17 e 20 horas, excluindo a possibilidade do turista aproveitar as lindas praias e a agitada vida noturna da ilha. Parte-se com a sensação de sentir o delicioso aroma do vinho sem poder degustá-lo. 

Três dias é o tempo mínimo para se curtir uma ilha. Se tiver um roteiro pré-definido, que envolva aviões, faça sua reserva com antecedência, pois os aviões são pequenos e os lugares limitados. Se o roteiro pelas ilhas envolver barcos, tenha em mente que o número de dias poderá será determinado não só pela sua vontade, mas também pelos dias e horários que os mesmos passam por cada ilha naquela semana (especialmente nas menos turísticas). Muitas vezes só se consegue obter uma informação correta na própria ilha. Outro fator a considerar sempre é a possibilidade de ficar retido alguns dias na ilha, em função dos ventos que, às vezes, não permitem que os barcos atraquem. 

Quando se tem um tempo maior é muito interessante sair pelas ilhas sem um roteiro definido, decidindo-se de onde se está para onde se quer ir. Surpresas agradáveis poderão ser encontradas em ilhas pouco conhecidas que não estavam em seus planos iniciais, descobrindo-as encantadoras. Sempre haverá algum grego que lhe dará uma boa dica.  

A Grécia, embora muito conhecida por suas ilhas, tem um continente rico em paisagens, vilarejos, rios, cachoeiras, praias e montanhas. Portanto, não descarte a hipótese de percorrê-lo. 

Lembre-se: na Grécia nada se faz com pressa, é um país para se curtir vagarosamente e para se voltar muitas vezes.

HOTELARIA

A rede hoteleira na Grécia, composta por hotéis e quartos para alugar (domatia), é imensa e mutável. A cada ano, abrem-se novos hotéis e fecham-se outros, tornando difícil a manutenção de informações. O intuito desta página é fornecer um direcionamento de como achar, por conta própria, a melhor opção de hospedagem. No final da página coloquei algumas sugestões e links de hotéis em que já me hospedei e cujo custo/benefício foi muito satisfatório. Existe também um link para um site grego onde pode-se pesquisar (em inglês) hotéis por regiões.

Atenas está equipada com uma rede hoteleira grande, com preços e qualidades muito variadas. Há hotéis para todos os bolsos. Se não tiver reserva, procure examinar o quarto antes, mas a maioria tem banheiro, ar-condicionado (sempre necessário no verão em Atenas), televisão e geladeira no quarto. Entretanto, aconselhamos a sempre fazer reserva de hotel em Atenas, pois a cidade é local de freqüentes convenções e achar hotel em Atenas sem reserva antecipada é tarefa árdua em qualquer época do ano.

Atenas tem um trânsito terrível, talvez só melhor que São Paulo. Estar hospedado numa área bem localizada e não necessitar de carro no centro da cidade é interessante. Mesmo porque o estacionamento também é muito difícil. A desvantagem é que Atenas é dividida em três áreas principais. A região das montanhas, com bairros interessantes como Kifissia, o centro e a região de Glyfada, Voula e Pireus, que fica junto ao mar. As distâncias são grandes. 

Quem vai ficar poucos dias e pretende se concentrar nas atividades turísticas do centro da cidade não precisará de carro, mesmo porque o novo metrô já liga muitas regiões e atualmente é um dos mais modernos do mundo.

Para ir a um restaurante ou casa noturna (a maioria localizada na região das praias) o serviço de táxis é bom e custa em torno de 8 euros a partir do centro. Como em toda cidade grande, deve-se ter o cuidado de observar se o taxímetro foi zerado, questionar o valor aproximado da corrida antes de embarcar, etc.. Ao final da noite, mesmo por volta das 6 da manhã, o número de táxis na região da praia é grande, para retornar ao hotel. Para aqueles que pretendem ficar mais tempo em Atenas e conhecer melhor as regiões das praias e das montanhas, pode-se alugar um carro, porém procure se informar antes se há algum estacionamento próprio ou próximo ao hotel. 

Para quem já conhece o centro e pretende passar a maior parte do tempo à beira-mar existem muitos hotéis nesta área. 

Se estiver viajando por conta própria e numa época em que as ilhas não estejam muito lotadas, encontram-se boas opções no próprio local, sem ser necessária uma reserva antecipada. Será preciso apenas um pouco de paciência para escolher um hotel de seu agrado. Existem muitas opções de hotéis nas ilhas mais turísticas, porém poucas, nas menos turísticas. 

Aconselho o aluguel de carro em todas as ilhas que este serviço estiver disponível. Não só é a maneira ideal de conhecer bem a ilha, como ajuda na procura da melhor acomodação. Com o carro, pode-se achar hotéis em regiões mais tranqüilas que o porto, ou junto às praias.  Portanto, ao desembarcar na ilha, primeiro alugue um carro e então saia  à procura de hospedagem. É recomendável, sempre que possível, chegar na ilha ainda durante o dia para facilitar essa busca de hotel. Se a intenção é ficar próximo ao porto ou a ilha não dispuser de aluguel de carros, deixe as malas em alguma cafeteria do porto, e vá à pé a procura de um quarto.

Muitos dos hotéis mais antigos nas ilhas não estão muito bem conservados e uma dica muito boa é a procura do que, na Grécia, se chama domatia ou quartos para alugar, que costumam ser propriedades de pessoas aposentadas, nativas da própria ilha. Existem muitas placas  anunciando as domatia escritas em diversos idiomas. São construções novas, em geral muito floridas e bem cuidadas pelos próprio donos, compostas de poucos quartos limpíssimos que possuem banheiro, ar-condicionado, televisão e cozinha completa, com geladeira e fogão.

Domatio (Leros)

Domatio (Limnos)                                    

 

Domatio de inverno com lareira

Domatio com varanda e piscina                                            

Alguns proprietários de domatia assediam os passageiros no momento em que esses descem dos barcos; outros (em geral os melhores) têm que ser  "achados"  andando-se um pouco pela ilha, mas vale o esforço, pois os preços podem ser negociados com os próprios donos e costumam ficar muito mais em conta do que a maioria dos hotéis. Existem opções excelentes por 30 a 40 euros. Entretanto, nunca feche negócio sem antes ter visto os quartos, pois as opções são muitas. E, lembre-se, os gregos fazem a sesta, portanto, no horário de almoço, entre 13 e 16 horas, pode ser que não haja ninguém nas domatia para lhe mostrar o quarto. Se chegar à ilha neste horário, tenha um pouco de paciência. Afinal, todos têm direito ao sagrado descanso, ainda mais numa ilha grega.

 

L I N K S

 

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