Dilma diz em Davos que emergentes vão continuar a ter papel estratégico

Do UOL, em São Paulo

 

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (23), em pronunciamento no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), que os países emergentes continuarão a ter papel estratégico na economia global.

Dilma participa pela primeira vez do evento que recebe chefes de Estado e líderes empresariais das principais economias globais.

Segundo Dilma, é apressada a tese que depois da crise, as economias emergentes serão menos dinâmicas.

"O horizonte dos emergentes aponta na direção das oportunidades. É imprescindível resgatar horizonte de médio e longo prazo para garantir crescimento das diferentes economias", disse.

Dilma, no entanto, admitiu que os emergentes demandam infraestrutura logística diversificada.

Dilma disse ainda que o Brasil não está descuidando da solidez dos fundamentos macroeconômicos.

"A inflação permanece sob controle desde 89 e segue o regime de metas. Nos últimos anos, perseguimos o centro  da meta e trabalhamos para lograr a meta. Os resultados estão dentro do limite do regime monetário", disse.

Ela disse ainda que 'as elevadíssimas taxas de inflação dos anos 80 e 90 nos ensinou o poder destrutivo do aumento do preços', o que impactou vários setores da economia.

"A estabilidade é hoje um poder central da nossa moeda e da noção nação", afirmou.

As despesas do governo federal em seu mandato estão 'sob controle', segundo ela, com melhora quantitativa das contas nos últimos anos, o que implicou uma diminuição da dívida do setor público, que caiu para 34% do PIB em 2013.