A Grande Mentira

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Nota: Se procura pelo livro de mesmo nome, consulte A Grande Mentira (livro).

A Grande Mentira
 
Formato Telenovela
Género {{{genero}}}
Duração 55 minutos
Criado por Hedy Maia
País de origem Brasil Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Fábio Sabag
Produtor(es)  
Apresentador(es) {{{apresentador}}}
Elenco Myrian Pérsia
Cláudio Marzo
Narrador(es)  
Tema de abertura  
Tema de encerramento  
Exibição
Emissora
de televisão
original
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Emissora(s)
de televisão
lusófona(s)
Rede Globo
Formato de exibição {{{formato_exibição}}}
Transmissão original 5 de junho de 1968
4 de junho de 1969
Qt. de temporadas  
N. de episódios 341

A Grande Mentira foi uma telenovela brasileira exibida pela Rede Globo entre 5 de junho de 1968 e 4 de julho de 1969, às 19h. Foi escrita por Hedy Maia, dirigida por Fábio Sabag e Marlos Andreucci. Teve 341 capítulos. Foi produzida em preto-e-branco.

Sinopse

Maria Cristina, uma moça pobre, ao ser atropelada pelo milionário Roberto Albuquerque Medeiros, se apaixona por ele. Quando é levada à mansão dos Albuquerque Medeiros, ela sente a hostilidade da família, que é contra o romance do casal, principalmente por parte da mãe de Roberto, dona Veridiana, que faz de tudo para separá-los.

Elenco

em ordem da abertura
Ator Personagem
Myrian Pérsia Maria Cristina
Cláudio Marzo Roberto Albuquerque Medeiros
Gilberto Martinho Jorge Antônio Albuquerque Medeiros
Neuza Amaral Veridiana Albuquerque Medeiros
Edney Giovenazzi Paulo Bacelar
Maria Helena Dias Palmira
Eloísa Mafalda Elvira
Maria Pompeu Gina
Turíbio Ruiz Heitor
Karin Rodrigues Márcia
Nilson Condé Marcelo
Diana Morel Beatriz
Regina Macedo Rosana
Cecília Maciel Lenita
Dary Reis Sérgio
Atores Convidados
Ator Personagem
Felipe Carone Andrei
Jacinto Figueira Júnior Daniel
Atrizes Convidadas
Ator Personagem
Henriqueta Brieba Dedina
Theresa Amayo Maria Claudia
Hélio Souto como Renato
E As Crianças
Ator Personagem
Hilton Prado Stuart
Paulo Pinheiro Chiquinho
Sônia Ferreira Sosinha

Curiosidades

Neuza  Amaral lança, na próxima segunda-feira, às 20h, na Casa de Cultural Laura Alvim, a sua tão aguardada autobiografia: “DEIXA COMIGO!”

Só para lembrar vale a pena contar o seu primeiro grande sucesso, como vilã, numa novela da TV Globo.
Era a história de “A grande mentira”, de Heddy Maia, que marcou o primeiro sucesso das novela no horário das 19h, de 1967, exibida pela TV Globo.

Era um dramalhão clássico: moça pobre do bairro paulista da Moóca é atropelada por rapaz rico e os
dois acabam se apaixonando.

O par romântico que encantou o público e fez grande sucesso era formado por Miriam Pérsia (Maria Cristina) e Cláudio Marzo (Roberto Albuquerque).  
Ela mesma contou para o Blog Nostalgia:

- Eu não tinha noção do sucesso da novela, até o dia em fui ao cinema com minha tia e fui cercada por uma multidão de fãs. Eu fiquei tão assustada que nem assisti ao filme - lembra a atriz.

A milionária Veridiana Albuquerque Medeiros (Neusa Amaral), que usava uma mecha branca nos cabelos, mãe do rapaz, era a vilã que tentava destruir o romance dos dois. Ela era tão maldosa que durante muito tempo, o nome Viridiana tornou-se sinônimo
de coisa ruim. Nos últimos capítulos, já abeira da loucura, ela ateou fogo, de verdade, no vestido que estava usando.

O outro vilão da trama era Paulo Bacelar interpretado por Edney Giovenazzi. Exatamente no meio da novela (que ficou quase um ano no ar), Glória Magadan, responsável pela dramaturgia da emissora, aprontou mais uma de suas famosas incoerências: tirou o casal principal da história, que continuou sendo exibida com outros atores.

Como o público protestou, o casalzinho teve que voltar. Miriam e Cláudio tornaram-se os queridinhos do público.
Enquanto Neusa Amaral (Veridiana) foi consagrada como a primeira vilã das telenovelas da Rede Globo, Miriam Pérsia foi a primeira mocinha das 19h.

Curiosidade:  Miriam não gostava da maquiagem pesada que era feita para seu papel, então, após ser maquiada corria para o banheiro lavava o rosto e aplicava um pó claro, mas ninguém nunca descobriu.
No elenco estavam ainda, entre outros os atores Eloisa Mafalda (Elvira), Hélio Souto (Maurício Damaceno), Diana Morel, Ruth de Souza, Turíbio Ruiz (Heitor), Karim Rodrigues e Gilberto Martinho (Jorge Albuquerque).

Patrícia Kogut, no blog www.oglobo.com.br/kogut , fez uma bela reportagem com a atriz que vou tentar reproduzir alguns trechos abaixo:

"Sua história se confunde, de certa forma, com a da TV brasileira. Aos 78 anos de idade, 57 de carreira, a atriz Neuza Amaral resolveu contar tudo em uma autobiografia. "Deixa comigo" é o título do livro, publicado pela Editora Cartolina. O lançamento será na próxima segunda, dia 19, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema. A renda da venda do livro será revertida para o "Lar de São Francisco", asilo de idosos de Araruama.
 
— Resolvi colocar esse nome porque, em toda a minha vida, pessoal ou profissional, sempre que me pediram para fazer algo diferente, um desafio novo, eu, inspirada em minha mãe, dizia "Deixa comigo!". E sempre deu certo! — revela a atriz, que mora em Araruama e tem feito apenas pequenas participações especiais na TV (a última foi em "Páginas da vida", de Manoel Carlos).
 
O livro é ilustrado com muitas fotos. São imagens de antigas produções, novelas, peças de teatro, filmes, fotos pessoais, e registros do trabalho da atriz como vereadora no Rio, nos anos 90. Neuza conta que resolveu escrever a autobiografia por causa de uma velha máxima.

— Todo mundo diz que uma pessoa, para ter a vida completa, deve ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Eu já tinha feito as duas primeiras coisas, estava na hora de escrever — brinca ela, completando. — Eu quis contar minhas histórias, é muita vivência.
 
Em pouco mais de cem páginas, a atriz fala sobre a infância pobre, o início da carreira, os trabalhos no rádio, na televisão (ela estava na inauguração da Record, em 1954), no teatro e no cinema. Foram mais de 40 produções só na TV. Um dos maiores sucessos, relembrados pela atriz no livro, foi a personagem Veridiana, de "A grande mentira", novela de 1967. Oito anos depois, ela recebeu  o Troféu APCA por sua atuação em "Ossos do barão", de 1975. 
Com a televisão, apenas uma mágoa: a saída da TV Globo depois de 26 anos de vínculo com a emissora.

— Tive que sair e não pude me aposentar por lá. Foi uma pena — lamenta.

Neuza ainda está na ativa e não quer parar. Em Araruama, trabalha como controladora geral da cultura. Mas admite que já não tem mais pique para fazer uma novela inteira.
— Ah, é muito cansativo. Eu gosto de fazer pequenas participações. É só me chamar que eu vou! — afirma".

Neuza Amaral realmente precisa voltar às novelas (veja expressividade dos olhos da atriz nesta foto da novela "Fogo Sobre Terra)